caminhando
sob o sol
por trás
do teto alaranjado de nuvens
chiando
em sua marcha
lenta e
firme à frente
fé e
esperança drenadas nos corações
de todos
que anseiam liberdade
o jovem
de mãos tremula
vira um
gigante de pulso forte
erguendo
a única flor que cresce entre as ruínas: ‘a justiça’
com fogo
nos olhos
certeza
no coração
bandeira
no peito
a
palavra na frente
lutando
pelo sangue na veia
urge a
marcha da indignação
preenchendo
as ruas de orgulho
o brilho
da arma
vencido
pela flor
a razão
alastrando o agora
o nosso
chão de cada dia
derrubando
muralhas, trincheiras
os
ventos livres, pelos campos, pelas construções
a alma
veste a história
na
superfície plana do asfalto
o Brasil
é o céu
o
trabalhador é a terra
a
certeza a plantação
no
estandarte de um novo amanhã
o verde,
azul, amarelo e branco
não é
mais opaco.
Vania Lopez

